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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

terceira

"A fotografia terá surgido nos Açores por intermédio de estrangeiros quando
realizavam  viagens  pelas  principais  ilhas.  No  caso  da  ilha  Terceira,  as  primeiras
referências conhecidas reportam à passagem de um estrangeiro pela cidade de Angra
que fazia retratos pelo processo de Daguerre, na Rua do Cruzeiro, em 1846"
Carlos Enes



Lançamento a 29 de outubro de 2012. 
Que pena os Açores ficarem tão longe!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

notas para uma história futura

passado e futuro by cochinilha
passado e futuro, a photo by Arquivo Aliança | Museu da Imagem|Câmara Municipal de Braga

A história do Arquivo Aliança está a ser escrita. A história dos estúdios fotográficos bracarenses também será escrita. Devemos a Luís Dias Costa a existência dos arquivos de Manuel Carneiro e do fotógrafo Arcelino, propriedade da ASPA, em depósito no Museu Nogueira da Silva. Devemos ao Luís, também, e entre tantas outras coisas, um pouco da história do Museu da Imagem:

"[...] Entretanto, Luís Mateus, deixou a Câmara, e o espólio que estava recolhido, em péssimas condições, num lugar húmido, numa pequena dependência da Casa dos Crivos foi, praticamente, redescoberto e perante o valor que tinham essas recordações da velha cidade alguém [...] sugeriu em boa hora que a Câmara se interessasse em criar um MUSEU DA IMAGEM, na cidade, o que veio a acontecer com a sua instalação, no Campo das Hortas, junto ao Arco da Porta Nova. E assim Braga pode recordar tempos idos através do espólio da velha FOTOGRAFIA ALIANÇA, no Largo dos Penedos."

Está aqui tudo o que nos contou acerca da criação de um museu pensado para albergar este precioso espólio da memória da cidade de Braga.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

discreto e sentimental

esmaltes. vitrine de estúdio fotográfico. Porto, 1999. ©wheelhouse
Nos tempos da Faculdade fiz (ou tentei fazer) um pequeno trabalho sobre o esmalte fotográfico. Digo tentei porque, na verdade, não consegui saber o segredo do procedimento desta técnica de impressão fotográfica dos primórdios da história da fotografia. 
Nesse ano (1999-2000), havia no Porto cerca de nove casas dedicadas à realização de fotografias em esmalte, mas apenas cinco delas se dispuseram, não sem desconfiança, a desvendar parte do mistério. Escusando-se por «os esmaltadores estarem de férias», ou «pelo trabalho que se avoluma para os fiéis» ao chegar o dia de todos os santos (altura que muitos encontram propícia para embelezar a última morada dos entes queridos), ou simplesmente porque «o segredo é a alma do negócio», ficamos aquém das expectativas.

esmaltes. vitrine de estúdio fotográfico. Porto, 1999. ©wheelhouse


Desde a sua invenção que à imagem impressa em esmalte foram oferecidos uma série de destinos: pendurada ao peito (tomando o lugar das silhuetas e das miniaturas pintadas), inserida em jóias que permitiam levar uma imagem dos seus (alfinetes de peito e anéis); ou para incrustar nas campas funerárias. Mas a perpetuação da memória não se limita aos seres amados e perdidos - estas produções discretas e sentimentais, oferecidas à pessoa amada, confirmavam o sentimento de amor e o desejo de o perpetuar para sempre. 
Longe vão os tempos em que oferecer o esmalte à namorada era sinal de compromisso e prova de amor eterno. Convite ao noivado e, depois de consumado, «aliança» que não mais se tira do dedo, o esmalte abre à fotografia uma das suas funções mais alargadas: a de tornar presente, eternamente, o que no tempo flui.

sábado, 15 de setembro de 2012

história da fotografia em Portugal


Nota prévia da dissertação de mestrado de Paulo Ribeiro Baptista, 2004.

Quando vejo estas palavras todas juntas - história+fotografia+portugal - tenho a mesma sensação que tenho quando leio - Catarina.  Identificação e pertença!
Têm 8 anos as palavras de Baptista - cuja tese foi já publicada em formato livro  - e continuam, infelizmente, actuais (ressalvem-se raras excepções e a inclusão da disciplina de história da fotografia em alguns planos curriculares nacionais)...



quarta-feira, 27 de junho de 2012

delicada

Midget Carte . 41 x 82 mm
c. 1898-1904
© Brett Payne's Photograph Collection









Para além das famosas carte-de-visite, existiram antigamente muitos outros formatos de diferentes tamanhos. A "Midget Carte" era o formato mais pequeno disponível para o retrato fotográfico comercial. Introduzidas cerca de 1880, estas pequeninas fotografias só se tornaram populares no fim do século XIX. Mediam cerca de 3x1 5/8 inch (7,6x4,1 cm), ou seja, eram muito mais pequenas do que a carte-de-visite e significativamente mais baratas do que outro formato de retrato fotográfico.

para saber mais:
Non-standard Studio Portraits . Winter's card types . Le Format Mignonette . Blomfield's Midget Photographs . Bristow's Midget Carte Photographs . Two Promenade Midget Portraits . Professional Photographers in Worthing .

quarta-feira, 28 de março de 2012

isci

© Francisco Martins Sarmento | SMS
Em Setembro de 2011, lia-se na net que "a actividade de Sarmento como fotógrafo é pouco conhecida. Tendo iniciado os seus ensaios em 1868, viria a transformar a fotografia num importante instrumento do seu trabalho de arqueólogo quando, a partir de meados da década de 1870, se dedicou à exumação das ruínas de Briteiros. Será, aliás, através de dois álbuns fotográficos que Sarmento chamará a atenção dos especialistas do seu tempo para a importância das suas descobertas na Citânia de Briteiros".



Hoje, através da exposição comissariada por Eduardo Brito, bem como do catálogo da exposição desenhado por Cláudio Rodrigues - que publica os cinco cadernos em que Martins Sarmento faz o relato do dia a dia dos seus estudos e ensaios fotográficos (1868-1876) - ficamos a conhecer melhor Francisco Martins Sarmento fotógrafo, pioneiro no emprego da fotografia como processo de registo das descobertas arqueológicas.
 


Aconselhamos vivamente uma visita à [SMS] Sociedade Martins Sarmento até domingo, 8 de Abril. Para aqueles que não podem sair de casa, está aqui o link para visualizar outra parte da sua obra - manuscritos e artigos de intervenção que publicou na imprensa.






O Fotógrafo Martins Sarmento
MARÇO 9—ABRIL 8

[SMS] Sociedade Martins Sarmento,
Rua Paio Galvão, Guimarães. Terça a Domingo. Entrada Livre.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Arquivar Cidades

É já daqui a poucos dias que tem lugar em Guimarães uma conversa informal (e promissora) com James Elkins, no âmbito do projecto Reimaginar Guimarães, coordenado por Eduardo Brito. Iniciativa conjunta com o Instituto de História da Arte da FCSH da UNL, "Arquivar Cidades: Documento, Ciência, Autoria" será o lugar onde as palavras andarão "à volta das questões que os Arquivos Fotográficos levantam: como se arquiva uma cidade em imagens, o que é uma imagem de arquivo, quais as fronteiras entre imagem-documento e imagem artística, que conhecimento nos pode dar uma imagem, o que é uma imagem fotográfica".


Entrada livre limitada aos lugares disponíveis na sala.
A conversa será em inglês, sem tradução.

no CAAA, quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012, às 18h00.
Rua Padre Augusto Borges de Sá,
4810-523 Guimarães
Portugal

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Lady Vignette



Ouvi dizer um dia que as fotografias antigas que são abandonadas deixam de ter interesse para a história. Orfãs, destituídas de nome e data, são apenas imagens, sem nada para contar.

São estas fotografias deitadas ao lixo e que alguns respigam que nos permitem contudo aceder a uma parte da vida que já foi. Permitem-nos sempre, ao menos, imaginar. Quem foi, como foi, no que estava a pensar quando o fotógrafo premiu o botão, o motivo que o levou a ir ao estúdio. 
Podemos sempre agarrar-nos aos pormenores da expressão do rosto, do olhar, do lado para o qual está o cabelo virado. Observar as poses - a direcção do olhar e a posição do corpo e das mãos - os cenários e os móveis escolhidos a meias com o fotógrafo. Mas só nas fotografias de corpo inteiro, não quando aparece a lady vignette.

Quando estamos perante um retrato vignette - uma fotografia de rosto na qual os cantos se desvanecem gradualmente - o nosso olhar dirige-se precisamente para o centro da imagem, onde mora o rosto do retrato. Podemos então ler-lhe as rugas, a luz nas pupilas, a contracção dos músculos faciais, e quase quase adivinhar-lhe a alma.


vi·gnet·ted, vi·gnet·ting, vi·gnettes
vignette = a photograph whose edges fade out gradually.
vignette = as an effect, it is frequently used for portrait photos, usually in an oval or other shape.
vignette = from the same root as vine, originally referred to a decorative border in a book. Later, the word came to be used for a photographic portrait which is clear in the center, and fades off at the edges.
vignette = a decorative design placed at the beginning or end of a book or chapter of a book or along the border of a page.
vignette =  an unbordered picture, often a portrait, that shades off into the surrounding color at the edges.
vignette = a short scene or incident, as from a movie.
vignette = to soften the edges of (a picture) in vignette style
vignette = to describe in a brief way.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

grémio dos fotógrafos

contrato de trabalho by cochinilha
contrato de trabalho, a photo by cochinilha on Flickr.

Nos anos 60 o salário dos fotógrafos diferenciava-se conforme a categoria profissional e a situação geográfica da oficina fotográfica: ganhava-se mais nos concelhos de Lisboa e Porto, depois nas oficinas situadas perto dos limites destes dois concelhos, e por fim nas restantes localidades...

Qualquer fotografia situada nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Aveiro tinha de ter ao serviço o mínimo de: 1 especializado, ou 2 oficiais que tivessem mestria das especialidades de operador, retocador e impressor, enquanto as restantes podiam funcionar apenas com 1 oficial de 1.ª...
Ir de estagiário a fotógrafo especializado era um percurso que poderia durar mais de uma década e que culminava quando ao fotógrafo era reconhecida a especialidade ou competência como oficial, operador, retocador e impressor...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

photographia açoriana

© Carlos Enes

A história da fotografia nos Açores está bem documentada no sítio da Direcção Regional da Cultura, que apresenta uma leitura cronológica realizada a partir de investigação de Carlos Enes, sobre o período que vai de 1845 a 1995.
A referência mais antiga é ao daguerreotipista Marcellin Turpi, que viveu em São Miguel do ensino da língua francesa. Nos anos 50 um médico, António Ferreira Borralho, terá sido um dos primeiros açorianos a envolver-se com a fotografia, como amador.
São inúmeros os fotógrafos que estiveram de passagem na ilha, oferecendo os seus serviços por um curto período de tempo, como os estrangeiros Dubois ou Carlos F. J. Reeckell – “fotógrafo volante".
São da década de 60/70 os primeiros ateliers fotográficos de residentes: Nestor Ferreira Borralho, Carlos Severino de Avelar, António José Raposo - Photographia Artística, Carlos Augusto Mendes Franco - Photographia Terceirense, Domingos Mendes de Faria - Photographia Nacional, José Pacheco Toste – Photographia Central, Severino João de Avelar - Photographia Avelar, Manuel de Sá e Silva - Photographia Popular, Laureano P. da Silva Correa - Photographia Americana. 

Esta importante cronologia acessível ao público reflecte ainda os acontecimentos marcantes na história dos Açores em que a fotografia ocupa lugar de (merecido) destaque. A mesma página tem conteúdos biográficos acerca dos fotógrafos, um roteiro de colecções fotográficas com indicação de todos os espécimes existentes em cada núcleo, e uma breve história da fotografia nos Açores.  Em suma, um exemplo a seguir!

© Carlos Enes




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ilustres photographias transmontanas

© Col. Eng. Alberto Eduardo Viana Pereira da Costa | Museu de Vila Real
http://manueldinis.blogs.sapo.pt/80053.html


O Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte (Editora Cidade Berço) não para de me surpreender.
Ainda que Carlos Relvas não tenha nascido em Trás-os-Montes, figura neste dicionário porque "por Vila Real se apaixonou". Pelo menos assim o afirmou Elísio Amaral Neves, investigador e colaborador do Grémio Literário Vila-Realense.

Conta o dicionário que, numa das suas histórias ao café, em dezembro de 1997, Amaral Neves referiu ter-se Vila Real familiarizado cedo com a fotografia - e que a partir de meados do séc. XIX começaram a instalar-se daguerreotipistas franceses, italianos e espanhóis.

Continua assim: "Mais tarde, pelos anos 60, outros fotógrafos chegaram, divulgando e vulgarizando a nova técnica, vendendo material fotográfico e instalando estúdios temporários, um pouco por toda a província. [...] a localização de Vila Real na rota das estâncias termais, onde os fotógrafos afluíam para fotografar a clientela de aquistas abastados, possibilitou um contacto cada vez mais frequente da vila com a fotografia.

Aqui acabaram por montar ateliers temporários, entre outros, a Photographia Transmontana... a Photographia Olivenza... T. Santhiago ... Ernesto Pereira da Silva & Irmão... Estas presenças em Vila Real acabaram por conquistar algumas pessoas locais para a fotografia. De entre eles, é justo citar um homem curiosíssimo, António Narciso Alves Correia... É igualmente justo citar Maximiano Lopes dos Santos, que se associa à firma Sala & Irmão, do Porto, abrindo um atelier chamado Nova Photographia Villarealense... E também alguns fotógrafos amadores, como António Lopes Martins, Alfredo Artur da Silva Melo e João Baptista Vaz de Carvalho.  [...]
Sousa Pinto e Carlos Relvas são dois exemplos, respectivamente, de escritor e fotógrafo interessados na paisagem rural e urbana que passaram por Vila Real.
Carlos Relvas, grande lavrador ribatejano, sportsman e fotógrafo amador, veio aqui uma primeira vez, em princípios 1877, a fim de tomar algumas vistas do Marão com neve, destinadas à Exposição Universal de Paris no ano seguinte. Simplesmente, o objectivo gorou-se, porque a neve entretanto derretera com as chuvas abundantes que caíram".



Dicionário dos mais ilustres transmontanos e alto durienses / Barroso da Fonte. Guimarães: Editora Cidade Berço, 1998-
1.º volume – 1998 | 2.º volume – 2001 | 3.º volume – 2003

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O início da fotografia na China

Island Pagoda, China, 1870–71 | John Thompson
From the album of Foo Chow and the River Min 

© Peabody Essex Museum

O início da fotografia na China: fotógrafos anglófonos e chineses na Macau oitocentista é o título da próxima comunicação a cargo de Rogério Miguel Puga, organizada pelo CETAPS e pelo Centro de História de Além-Mar (CHAM).
A comunicação apresentará os resultados da investigação de Rogério Puga (financiada pela Fundação Macau) no Peabody Essex Museum, onde existe um espólio inédito sobre as representações de Macau.

Serão analisadas fotografias provenientes de espólios familiares em depósito no PEM, seus autores e contextos de produção, no âmbito do início da actividade fotográfica em Macau e Hong Kong.

É já na próxima quinta-feira (29 de Setembro) pelas 18h, na sala multiusos 1 do Edifício ID da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, à Avenida de Berna, em Lisboa.


Obrigada João pela preciosa informação.



sábado, 3 de setembro de 2011

Augusto Soucasaux


Segundo Victor Pinho, Augusto Soucasaux (1871-1962) era o segundo filho de Luís de Sousa Soucasaux e de Ana Joaquina. O apelido francês adveio do seu avô paterno, Diogo de Sousa, natural de Vilhery, Baiona.

Augusto Soucasaux casou com Maria Joaquina da Conceição, de cujo enlace nasceram cinco filhos: Augusta Maria, Mário, Joaquim, Augusto Eurico e José Soucasaux.


Fotografias de Francisco Soucasaux e montagem de Alberto Delpino.
SOUCASAUX, Augusto (Org.). Álbum de Minas. Rio de Janeiro: Tipografia e Litografia Léon de Rennes & C., 1905.
in Metamorfoses da metrópole. Revista do Arquivo Público Mineiro, ano XLIII, n.º 2  (Julho - Dezembro de 2007), p. 62.

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Em 1904 Augusto Soucasaux trocou Barcelos por Belo Horizente para cumprir a última vontade de seu irmão Francisco, que viera de viagem a Portugal, onde viria a falecer. 
Francisco Soucasaux  (1856-1904) teria começado cerca de um ano antes no Brasil a recolha de imagens fotográficas para uma publicação por ele idealizada, o Álbum de Minas.
Coube a Augusto terminar a ampla recolha fotográfica iniciada pelo irmão para completar e organizar o referido álbum, cujo primeiro fascículo fez sair em 1905 - uma “autêntica monografia ilustrada do estado de Minas Gerais", desde "o primeiro arraial, o Curral del Rey, com sua velha casaria e os seus antigos moradores, até que gradativamente, chegamos ao atual Belo Horizonte, servido por bondes elétricos,progressista e confortável (...) E a história de Belo Horizonte ressai e vibra inteira dessas fotografias".

 





publicações com fotografias realizadas por 
Augusto Soucasaux existentes na Biblioteca Nacional












sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Augusto Eurico Soucasaux



monograma de Eurico Soucasaux.

Augusto Eurico Soucasaux terá herdado de seu tio Francisco Soucasaux, bem como de seu pai, o gosto pela prática da arte fotográfica.
Eurico era filho de Augusto Soucasaux (1871-1962), "uma das personalidades mais ricas e marcantes da sociedade barcelense do século XX" (Victor Pinho), que foi, além de fotógrafo, também tipógrafo, jornalista, actor, político, ginasta e músico. 
Em 1927 Augusto Eurico Soucasaux tinha fotografia montada em Barcelos, tal como indica anúncio publicado no Diário do Minho, no qual publicita a sua especialidade em interiores, assim como a realização de esmaltes & ampliações, retratos & grupos e as fotografias para bilhete de identidade, que custavam então 5$00 a meia dúzia.
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anúncio de imprensa, 1927.
 
































































quarta-feira, 29 de junho de 2011

Hills & Saunders

carimbo branco usado na frente de carte-de-visite

Os fotógrafos Hills & Saunders abriram o seu primeiro estúdio fotográfico em Londres (Porchester Terrace) em 1869.




 No final do século XIX tinham expandido o seu negócio fotográfico na cidade (duas filiais em Porchester Terrace e outra na Sloane Street) bem como nas vizinhas Eton, Aldershot, Sandhurst, Oxford, Cambridge e Harrow.


verso de carte-de-visite da filial de Hills & Saunders em Harrow Hill

Durante algum tempo a Escola de Harrow preservou e conservou a colecção fotográfica de Hills & Saunders, que passou em 2009 a propriedade privada de Alasdair Kirk.

Este site é a ligação a esta colecção única, composta de negativos de vidro de cerca de 1870 a 1970, num total de 80 mil espécimes fotográficos. Grande parte da colecção está relacionada com as actividades da escola, sendo particularmente rica em retratos individuais e grupos de crianças. Contém contudo cerca de 20 mil chapas (ou placas) de vidro não numeradas, representando vistas de locais, instituições e pessoas de Hallow Hill.

A filial Hills & Saunders de Harrow possuía um livro diário para registar o nome dos clientes, bem como o número do negativo para efeitos de pedidos de repetições de fotografias. Informação similar era também gravada no negativo de vidro.

Este registo diário da actividade comercial do estúdio permite-nos hoje conhecer, para cada registo, o correspondente negativo, que ainda existe (se não foi já vendido) e que pode ser comprado aqui.

© All rights reserved by Harrow Photos


Sobre a colecção:
Don Walter escreveu um artigo sobre a colecção no The Harrow Observer. Roger Vaughan publicou os registos da Escola de Harrow, bem como uma extensa lista dos alunos fotografados, o que permite encontrar as pessoas pelo seu apelido.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Photographia Nacional

© All rights reserved by Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria

A Photographia Nacional das Caldas do Gerês era uma filial da fotografia com o mesmo nome que existia na cidade de Braga, desde o início do século XX, dirigida por Francisco Gomes Marques.

Esta fotografia que aparece no blogue da Associação Portuguesa de Photographia, ilustra e assinala a passagem de 100 anos entre a data de realização desta imagem, por altura da formação da primeira associação em 1907, a Sociedade Portuguesa de Photographia, e a da criação da Associação Portuguesa de Photographia, em 2007.




Ricardo Jorge com traje regional dos pastores do Minho (esquerda)
Ricardo Jorge, esposa e cunhada com trajes regionais do Minho (direita)
provas fotográficas p&b, 17 x 11 cm  
© All rights reserved by INSA



O INSA adquiriu em 2009, em leilão, um conjunto de fotografias de Ricardo Jorge e da sua família, imagens que são da autoria da Photographia Nacional das Caldas do Gerez. O Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) revela que "a maior parte das imagens mostram Ricardo Jorge e a sua família em trajes regionais do Minho no final do século XIX, período em que o fundador do INSA desenvolveu no Gerês trabalhos clínicos e históricos na área da Hidrologia".



 mais sobre Francisco Gomes Marques, aqui



© All rights reserved by Catarina Miranda Basso

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Photographia Portugueza


Photographia Portuguesa, a photo by cochinilha on Flickr.

"N'esta casa executam-se todos os trabalhos de photographia, oleo, crayon e de ampliações até tamanho natural. Encarrega-se também de ir fóra do atelier photographar animaes vivos ou mortos, chalets, plantas, etc, etc; esta casa tem machina especial para photographar creanças sendo esta a sua especialidade".

"Preços sem competencia/ Conservam-se os clichés para repetições"

Photographia Portugueza de José Maria da Silva
Rua do Poço dos Negros, 121 e 123
Lisboa



uma reportagem de José Maria da Silva para a Ilustração Portuguesa, aqui.


domingo, 13 de julho de 2003

a fotografia em português

Introdução à história da fotografia

uma página que outrora funcionou... e que esperemos fique restabelecida em breve sobre conservação de fotografia http://www.paginas.teleweb.pt/~conserve

a arte ibérica publicou um número dedicado à fotografia
www.arteiberica.com

OLIVEIRA RAMOS, Luís A. (dir.), História do Porto, Porto Editora, Porto, 2000.
capítulo sobre o Porto Oitocentista (pp.378-521) com referências importantes à fotografia do Porto no século XIX, por Maria do Carmo Serén.

Publicação em destaque

as fontes discretas

já no distante ano de 2009, Maria do Carmo Serén publicou um artigo sobre a minha tese de mestrado, a que chamou de " as fontes discre...