segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fabri

Comércio do Minho, ano 35 (14 Dez. 1907), p. 2.


Anúncio que data publicação de retrato de Alves Roçadas!

O retrato fazia parte de colecção editada no Porto por Fabri, que tinha como finalidade a divulgação das pessoas e coisas mais notáveis nas ciências, na arte, na literatura e no heroísmo...
Em 1907, cada postal custava 20 réis. A série completa, constituída de 25 postais, custava 500 réis e dava direito a uma estampa brinde.
Será que ainda andam por aí à venda?






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quinta-feira, 2 de junho de 2011

costaneira

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Montra da mercearia Azevedo, vista do interior da loja.

Desde 1952 que Francisco Fernandes Azevedo alugou a loja que fica ao lado da Câmara e do café “Maiami” à Família Fonseca. Antes dele, já António da Costa Gomes tinha ali uma mercearia. Francisco teve de fazer obras nessa altura, coisa pouca, alterando então uma porta da qual fez uma montra. Desde que nasceu o seu filho, Francisco José Peixoto Azevedo, que tem um ajudante a seu lado. Assim que o filho Francisco Júnior terminou a quarta classe, com ele ficou a trabalhar a tempo inteiro.


O período áureo da mercearia coincide com a existência do mercado ali ao lado, na praça do Município. Foi contudo um período breve, pois o Mercado viria a ser demolido em 1955, ano em que inaugurou o actual Mercado Municipal, à Praça do Comércio.

Além dos produtos de mercearia, vendiam-se ali valores selados, selos fiscais e imposto de automóvel e gasóleo. Depois da abertura dos hipermercados, o comércio tradicional foi definhando aos poucos. Hoje vende na sua maioria fruta, e ainda vende selos do correio.


Na mercearia Azevedo há um antigo moinho de café que ainda trabalha mas já não mói, uma medidora de azeite e um cofre muito antigo onde se guardam os documentos importantes. Alguns produtos são embalados no conhecido “papel de mercearia”, amarelado e fininho, que tem o nome de papel costaneira. O futuro da casa é ainda incerto: restaurar, trespassar, ou encerrar e entregar a chave ao senhorio. 

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

cristos, toscos e feios


Quer levar tudo, pode levar. Só lhe digo que é um bocado pesado... Ainda não fechei porque não houve ninguém que levasse tudo. Estou cá todos os dias depois das duas. Às cinco vou-me embora porque não vem ninguém. Se a menina não vai ali chamar-me eu não vinha ter consigo. As pessoas entram e eu não ligo. Ninguém leva nada, ninguém dá valor ao que eu faço. De anos a anos, lá vem alguém que sabe olhar e aí eu vendo. Mas é de quarenta em quarenta anos... Só faço pelo prazer de fazer. Não sou entalhador, sou marceneiro, mas faço Cristos e Nossas Senhoras. Como esta, só há esta, é uma obra única, não faço duas iguais. Quanto mais feios melhor, porque bonitos há muitos por aí.




A casa para o grilo, 2011.
Têm na mesa de trabalho uma imagem de madeira de Nossa Senhora do Sameiro, tosca, de olhos esbugalhados, pintada à mão. Leva três ou quatro meses a fazer. Aqui só compra quem sabe ver. O grilo precisava de uma casa. Aqui está ela, pintadinha como eu sei, toda de madeirinha.



Às vezes deixam cá móveis para restauro. Quando gosto, peço para fazer uma cópia e faço uma para mim. Tudo feito por mim, como já ninguém faz. Agora querem tudo liso.
Na loja e oficina de David Gomes há mísulas, peanhas, contadores, mesas, louça, um chapéu usado por Salazar, cómodas com puxadores embutidos de marfim, Virgens e Cristos, e aqueles que já foram vendidos e levados para uma exposição DO PORTUGAL no Canadá têm seu lugar assinalado por uma caixa branca onde se lê: "Foram daqui os Cristos para esta exposição..."


A oficina de fazer móveis à mão, à rua do Anjo (antiga rua 13 de Fevereiro), passou do avô para o pai de David Gomes, que tem duas filhas. Mesmo que tivesse um filho, não o ensinava. Sabe porquê? Para não ter de ouvir: - Ai, tão caro!!!

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as fontes discretas

já no distante ano de 2009, Maria do Carmo Serén publicou um artigo sobre a minha tese de mestrado, a que chamou de " as fontes discre...