sábado, 11 de maio de 2013

Entre Margens


© rosa pomar

Entre Margens,

projecto de intervenção artística que já começou em 2011, inaugurou a edição deste ano, ontem, em Vila Real, com Omiri e as imagens de 4 dos fotógrafos convidados.
Até outubro as margens do rio Douro, ou melhor, os centros históricos de várias cidades da Região do Douro, dão a ver e reflectem o "universo marcado pelo rio, pelo vinho, pela paisagem e, essencialmente, pelas suas gentes".








24-25 de maio
edições anteriores



segunda-feira, 6 de maio de 2013

ciclos vitais

Correio do Minho, 6 de maio de 2013

retrato post-mortem. © Arquivo Aliança | Museu da Imagem
O nascimento e a morte no Arquivo Aliança


sábado, 4 de maio de 2013

lapa dos afectos





Lapa do Lobo © Tito Mouraz

exmo senhor carteiro,
faça o favor de entregar esta carta
à primeira jovem que encontrar
em Lapa do Lobo
[josé joaquim, marinheiro]


em dezembro de 1933 nasceu "um ser masculino cem por cento português".
em maio de 2013 nasceu um livro que representa um marco na história da fotografia portuguesa contemporânea.


A ligação afectiva de Tito Mouraz à Lapa do Lobo explica não só como começou a ideia que o fotógrafo teve de coordenar um projecto fotográfico que levou à pequena aldeia da Beira-Alta seis fotógrafos portugueses.
Explica porque é que, no lançamento do livro que regista o percurso de cada fotógrafo pela aldeia, as emoções estiveram à flor da pele.
Explica também porque é que cada um deles, com a sua linguagem própria, se deixou contagiar pelo afecto que transforma um espaço tão pequeno como este, no centro do mundo.



Lapa do Lobo © Tito Mouraz





[e o meio da fotografia está ansioso por vê-lo nas bancas!]

Lapa do Lobo
23,5 x 33 cm
182 pág.

[projecto e edição apoiada pela Fundação Lapa do Lobo e realizado pelos fotógrafos André Cepeda, Ângela Berlinde, José Bacelar, José Pedro Cortes, Paulo Catrica e Tito Mouraz. Design Bolos Quentes]

quarta-feira, 1 de maio de 2013

uma linda minhota

uma linda minhota (detalhe)
cliché de Gabriel Tinoco
ilustração portuguesa, 6 de dezembro de 1915




De quantas impressões me encantaram a alma na formosa província, nenhuma se me entranhou tão viva como a mulher do Minho. 
Para muito vinha predisposto, para tanto, não.

Foi a um tempo novidade e encanto. 
Gentil, fantasiosa, meiga, trabalhadeira, que enternece. 
Orgulho-me de pertencer a uma nação que ao mundo pode perguntar com ufania: onde tendes uma mulher como a minhota de Portugal?
(adaptado de) D. António da Costa, escritor, ca. 1870


terça-feira, 30 de abril de 2013

cidade e periferia


2 de maio, quinta-feira, 
Universidade do Minho,
Campus de Gualtar, Anf. Engenharia II

9h30 – Abertura dos trabalhos
9h45 – Ricardo Mar e Jaoquín Ruiz de Arbulo
(Universidade de Rovira i Virgil – Tarragona)
El desarrollo urbano de los suburbia en las ciudades romanas.
10h15 – Manuela Martins, Helena Carvalho, Maria do Carmo Ribeiro, André Marques, Arnaldo Sousa Melo, Cristina Braga e Eurico Loureiro
(Departamento de História / Unidade de Arqueologia / CITCEM / Universidade do Minho)
Braga entre a época romana e a Idade Média. Uma abordagem interdisciplinar da relação cidade-periferia na longa duração.

11h00 – David Vivó (Universidade de Girona)
La evolución urbana de Girona. Un caso acotado.
11h30 – Jesús Angel Solórzano Telechea (Universidade da Cantábria), Michel Bochaca (Universidade de La Rochelle) e Beatriz Arízaga Bolumburu (Universidade da Cantábria)
Las ciudades portuarias y su periferia en la costa cantábrica en la Edad Media.

14h30 – Luís Miguel Duarte (CITCEM - Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
As fronteiras do "império". Porto, Gaia e Vila Nova nos séculos XIII-XV.
15h00 – António Manuel Portela de Sá Pereira (CITCEM)
Ligações entre a vila medieval e sua periferia em Barcelos: As portas e postigos do sistema defensivo.

16h00 – Boris Bove (Universidade de Paris 8)
La répartition des hôtels aristocratiques comme révélateur des périphéries de Paris au XIVe siècle.
16h30 – Gustavo Val-Flores (Câmara Municipal de Évora)
O Paço Real de Évora. Da periferia à centralidade. O percurso de um espaço simbólico.

17h00 – 17h30 - Debate
17h30 – Lançamento do Livro Evolução da Paisagem Urbana: Transformação morfológica dos
tecidos históricos. Apresentação por Amélia Aguiar Andrade (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa)



3 de maio, sexta-feira

09h30 – Maria do Carmo Ribeiro e Arnaldo Sousa Melo (Departamento de História / CITCEM /
Universidade do Minho)
O papel dos mesteres e das instituições religiosas no crescimento periférico das cidades medievais portuguesas.
10h00 – Filomena Barros (Universidade de Évora)
Mourarias e Cidade: espaço, urbanismo e poder.

11h00 – Matthew Davies (Centre for Metropolitan History-London)
City and suburbs: London 1400-1700.
11h30 – Ana Cláudia Silveira (IEM/FCSHUniversidade Nova de Lisboa)
Etapas da afirmação de um espaço periférico medieval: o arrabalde de Troino em Setúbal.
12h00 - 13h00 - Debate e encerramento dos trabalhos


quarta-feira, 17 de abril de 2013

pau de sabão

mercearia Braga, março 2011




A Mercearia Braga preserva os elementos do tempo em que a farinha e o açúcar se compravam a granel, com o longo e largo balcão em madeira, as prateleiras pintadas a esmalte onde o Omo ficava bem ao lado da bolacha Maria, entre um nicho de Santo António iluminado por velas e vassouras e cebolas penduradas no tecto. 

Melhor dizendo, preservava, porque foram já desmontados os balcões e as estantes de madeira.
Vamos ter saudades da luz desta mercearia e do aroma que mistura(va) bacalhau, lixívia, queijo, amêndoas e sabão rosa.
Mas sabemos que, pelo menos os móveis, vão parar às mãos certas. O resto fica-nos na memória.

Publicação em destaque

as fontes discretas

já no distante ano de 2009, Maria do Carmo Serén publicou um artigo sobre a minha tese de mestrado, a que chamou de " as fontes discre...