quinta-feira, 9 de outubro de 2014

guerra na hemeroteca

Porta-bandeira português na primeira Guerra Mundial
Aguarela de Augusto Pina.
in: Portugal na Guerra, n.º 1, 1 de Junho de 1917.

Já sabíamos que a Hemeroteca Municipal de Lisboa era um espaço de referência nacional. Neste ano em que se assinala o 1.º Centenário da I Guerra Guerra Mundial, a Hemeroteca preparou um dossier digital [que será alimentado com novos conteúdos até 11 de Novembro de 2018, data que assinala a assinatura do Armistício] acessível através da internet, que disponibiliza periódicos, monografias e ainda um álbum com imagens sobre a I Guerra. Obrigada à equipa!


FICHA TÉCNICA I Guerra Mundial: 100 anos
| Coordenação do projeto: Álvaro Costa de Matos
| Investigação e Textos: Álvaro Costa de Matos (HML), Ana Homem de Melo (GEO), Helena Roldão (HML), João Carlos Oliveira (HML), Jorge Mangorrinha (HML), Pedro Teixeira Mesquita (HML) e Rita Correia (HML)
| Seleção e disponibilização de conteúdos (Flickr) : Anabela Ferreira (HML)
| Digitalização e tratamento de imagem: Serviço de Digitalização e Imagem da Hemeroteca Municipal de Lisboa
| Conceito e webdesign: João Carlos Oliveira


outros centenários

domingo, 28 de setembro de 2014

os retratos dos nossos soldados


MIRANDA, Catarina - Os retratos dos nossos soldados. Correio do Minho (27 Set. 2014,) p. 27.

MIRANDA, Catarina - Os retratos dos nossos soldados. Correio do Minho (27 Set. 2014,) p. 27.

MIRANDA, Catarina - Os retratos dos nossos soldados. Correio do Minho (27 Set. 2014,) p. 27.

sábado, 13 de setembro de 2014

sábado, 30 de agosto de 2014

o amor é um poema


"A Paixão É Às Vezes... O Amor É Todos Os Dias...


"Chega à estação de Santa Apolónia... na mão direita... uma página em branco e uma rosa"


O mundo é cheio de pessoas e os dias cheios de infinito
mas são ínfimas as possibilidades de nascer um mito, 
e para fazer por isso, 
podemos tentar tornar o dia do outro mais bonito. 
Ele escolheu começar 
no dia dos namorados, 
uma rosa e um recado 
confiando no acaso 
mas ela não respondia 
e algum tempo passado
na falta de um mais-que-tudo 
o compromisso foi selado com o mundo
e se no fundo o amor é quotidiano 
faz sentido que o altar seja o metropolitano 
todos os dias do ano na última carruagem 
devoto na oferenda, uma flor e uma mensagem. 
Escrevia como para ela, 
em vida paralela 
e vinha de Santa Apolónia sentado à janela
e quando trocava no Marquês para a linha amarela
já trazia uma flor a menos na lapela. 
E lá estava o seu bilhete pendurado,
no sinal de alarme,
como combinado,
para lembrar a quem passava que o amor é inesperado, 
e que, como o perigo, pode estar em todo o lado.
O destino do vagão era o coração
o amador ou a que ama era a direcção da circulação
e cada dia era cumprida com dedicação 
a rotina que fazia da sua vida uma missão.
E como retribuição ele recebeu respostas,
à caixa do correio chegaram muitas propostas,
mulheres dispostas a tudo, lisboetas ou do mundo mas que no vagão do fundo sonharam com um futuro inspiradas no romance, 
sem chance, 
ele só queria uma e essa não estava ao alcance. 
365 dias depois,
depois de 365 poemas e flores 
chegada ao fim da promessa e despedida, 
era a última tulipa, a última missiva. 
No sinal de alarme na tarde de S.Valentim, leu-se:
a paixão é o início, o amor é o fim 
e já sem nenhuma esperança que ela lhe respondesse 
tingiu de algumas lágrimas esse último bilhete, 
foi de coração cinzento que na manhã seguinte 
tudo foi surpreendente mal saiu do número 20, 
havia flores e frases espalhadas pelas ruas,
nos postes, nos semáforos, nos carros, nas gruas, 
Palavras nas paredes, pétalas por todo o lado, 
poemas e papoilas e RAP a passar na rádio. 
Ele ia embasbacado no caminho da estação
que passou a primavera com as flores no corrimão 
E até na bilheteira se davam outros bilhetes, 
de admiradores secretos do metro nos seus ''flirts'', 
ele foi descendo a escada 
e na entrada da carruagem 
penduradas no alarme 
uma flor e uma mensagem. 
Pela primeira vez ele era o destinatário
era o 15 de fevereiro o seu aniversário. 
Cheirou a rosa vermelha enquanto abria a carta, 
a paixão é uma janela o amor é uma porta 
e ao lado estava uma entreaberta, 
e no recado era conhecida a letra, 
espreitou para a cabina e era ela
no lugar do maquinista à sua espera 
E ali debaixo da terra com um beijo de cinema, disse
a paixão é uma flor, o amor é um poema
E ali debaixo da terra com um beijo de cinema, disse
a paixão é uma flor, o amor é um poema


“Já dizia o poeta... a música é o vapor da arte... o que o sonho é para o pensamento...em Lisboa, esta manhã, já partiu, na última carruagem da linha azul... mais uma flor... já partiu o amor"


: sobre o Sinal de Alerta, que terá inspirado esta música :






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