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Mensagens

As festas ao S. João

Ornamentações no Parque da Ponte, Mira Neves, 1913. Depois do Circuito do Minho, a reportagem bracarense que se segue - ainda no número inaugural da Ilustração Católica (5 jul. 1913) - diz respeito ao S. João. Na última página da revista publicam-se duas fotografias sob o título “Festas a S. João em Braga”: a primeira, da capela do santo precursor “onde se realizaram as solemnidades religiosas”; a segunda um “aspecto das illuminações e ornamentações na avenida do Parque da Ponte que vae dar á capella de S. João”. São ambas identificadas como sendo clichés da propriedade da Ilustração Católica, mesmo que a segunda tenha o carimbo do fotógrafo Mira Neves. Não se revelando o brilhantismo que as festas bracarenses desde sempre tiveram, estes clichés despidos de gente, não deixam contudo de ser evidência da importância que as festas ao S. João têm para a cidade. Duas imagens “soltas” apresentam ainda a capela e as pontes de S. João da Ponte, acompanhadas de legenda explicat...

escripta à pressa

Arrayollos 27 de Julho de 1909 Minhas queridas manas Em primeiro logár desejo que esta as vá encontrar de perfeita saúde; eu cá vou indo mal com os meus cálos.  Mana Conceição tenho-te a dizer que a mana Joaquina deu à luz uma robusta menina.  Mana cá recebi a tua carta na qual vi que disseste que a mãe tinha ido para Lisboa, inda bem, haver se mata as saudades. Mando-te dizer que me digas em que dia são os meus exames de 2.º grau porque cá dizem que é num dia que a professora não lhe parece que sejam, por isso vá se saber o dia certo, e assim que saibas manda-me dizer; eu tenho feito muitas despezas, o dinheiro que me mandaram já o gastei e não chegou, as professoras tem-me dado muita coisa que depois tenho que pagar, olha eu cá ofereci a nossa casa à professora mas ela disse que não, porque se for vae para casa da Albina que é uma amiga; que lá irá umas vezes por outras mas de todo não; porque parece mál à outra; agora a ver se me podes mandar dinheiro para o co...

Corridas do Minho

O número um da Ilustração Católica (5 jul. 1913) inaugura com uma série de imagens de acontecimentos da vida nacional, de recantos de Braga (S. João da Ponte e Bom Jesus) e de dois acontecimentos da vida bracarense: o Circuito do Minho e as festas de S. João.  Das festas ao santo, publica-se a capela do precursor e um “aspecto das illuminações e ornamentações na avenida do Parque da Ponte”, imagens do fotógrafo Mira Neves. Do Circuito do Minho, corrida de “automóveis, motocycletas e bicycletas” promovida pelo Jornal de Notícias, que aconteceu a 8 de maio de 1913, fotografou-se a passagem dos automobilistas e ciclistas desde a esquina da rua dos Chãos com a Praça da República.  Carlos Fernandes foi o primeiro ciclista a ser apanhado pela máquina do “hábil amador bracarense” José Ernesto Esteves.  Ficou em primeiro lugar na categoria dos Fortes. No grupo dos Fracos, Alberto Fernandes, de Avelãs de Caminho, obteve o primeiro prémio, tendo feito o circuito em qui...

o tempo da imagem

É já amanhã, sábado 29, às 22h30, que inaugura na Velha-a-Branca, uma improvável exposição de fotografia de arquivo, ao som da Velha & Louca , uma das comissárias da mostra! Não preciso de dizer para aparecerem, pois não?

projectar para divertir

grupo bracarense de cinematografia, 1922. E se fosse um grupo de raparigas, noventa anos depois, cara amiga ? (obrigada Fernando Mendes!)

matraca de pau

"E à frente do lugubre cortejo, soam as palhetas roucas do ruge ruge, raspando estridentemente o ar, riscando os nossos ouvidos. Outr'ora precedia este devoto cortejo uma brava malta que se encarregava de fazer publico exame de consciencia aos pavidos bracarenses, semi-ocultos nas trevas da noite, e eram acusados, deante de todos, de alguma picardia ou irregularidade que mais lhes aprazia se conservasse em segredo". Já não há esta costumeira, "mas ainda o ruge ruge faz ouvir os seus roucos rugidos". É assim que esta matraca de pau agitada pelos farricocos recorda pela tradição oral o que o seu som estridente anunciava...

grande plano geral

Chama-se plano geral - grande plano e é a última exposição do Reimaginar Guimarães . São cinco painéis com filmes feitos a partir de imagens fotográficas da colecção de fotografia da associação Muralha. São, mais uma vez , planos gerais e grandes planos de fotografias, oferecidos com um determinado tempo de visualização. Somos, mais uma vez, conduzidos (mas não obrigados), a ver e a rever (quantas vezes quisermos) o pormenor do grande plano e o plano do pormenor: duma narrativa construída a posteriori, da família que envelhece no estúdio do fotógrafo, das telas que enquadram as famílias e que deixam entrever os que dela queriam fazer parte, da folia (acompanhada de música) e das 4500 imagens que fazem parte da colecção. É, mais uma vez, uma exposição onde o imaginário tem lugar de primeira ordem. E mais não digo, porque não queria que acabassem nunca estas "exposições" de fotografias de arquivo que não são exposições de fotografias de arquivo. na Casa da ...