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Mensagens

Tempo de Amor

Quando duas ou mais raparigas se sentam à mesa dum café, é certinho que a conversa vai acabar em amor. Hoje foi verão na esplanada do café e lembrei-me do refrão desta música que não consegui cantarolar de maneira a que a identificassem. Se a conversa for com duas brasileiras, então vai certamente aprender novas formas de falar, como trem, se namorar (você se namora?), pondo o carro na frente dos bois, esgotar a ficha, gozar, beijinho de selo... Vai aprender também (se é que não sabe ainda) que tentar proteger os outros do sofrimento (ocultando a verdade) é perpetuá-lo no tempo. Ao contrário do que possa parecer - um acto de altruísmo - é, na verdade, a mais pura cobardia. Mas tem que sofrer, mas tem que chorar, mas tem que querer, pra poder amar. Ah, bem melhor seria  Poder viver em paz  Sem ter que sofrer  Sem ter que chorar  Sem ter que querer  Sem ter que se dar  Ah, bem melhor seria  Poder viver em paz  Sem...

a fervilhar

são joão , a photo by cochinilha on Flickr. Já chegou à cidade o nosso antigo São João, que enche a cidade de manjericos, vendedores ambulantes, tendinhas de roupa (entre houseware vintage tuga, esculturas africanas, bayblades e túnicas indianas), roullotes com farturas ... Ao fundo da avenida, as tradicionais mesas de madeira corrida onde o povo partilha o vinho saído da pipa, as fêveras a fervilhar e as sardinhas com pimento assado e batata cozida. Huum, tão bom! O baptismo também já se instalou no nosso Este-Jordão, não sem (tentar) esconder o caterpillar e o work in progress com as redes verdes a que a regeração urbana nos tem habituado. O que nos vale é que... Na noite de São João Mandei embora a tristeza Houve sardinhas com pão E muito sobre vinho na mesa

salão nobre

salão nobre , a photo by cochinilha on Flickr. Este sábado, durante uma " visita ao convento dos Remédios ", conheci pela primeira vez o Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga. Obra da década de 60 de oitocentos, tem as paredes pintadas com edifícios demolidos da cidade. Quem sabe não fossem antes pinturas de edifícios preservados e a história do património de Braga tem sido outra.

o melhor café

1925 Brasileira ©wheelhouse , a photo by cochinilha on Flickr. O café "A Brasileira" abriu portas em Março de 1907, na esquina do Largo Barão de S. Martinho com a Rua de S. Marcos. Era seu proprietário Adolfo Azevedo, benemérito da cidade de Braga. Quando abriu, a Brasileira não era apenas um café, mas estabelecimento destinado à venda de café do Brasil, além de depositária de azeites especiais, vinhos finos e de consumo. Para que o público pudesse então “apreciar as inconfundíveis qualidades daquele café”, numa curiosa estratégia de marketing, a Brasileira servia, gratuitamente, todos os dias excepto aos domingos, desde as duas da tarde às oito da noite, uma chávena daquela preciosa bebida, a todos os fregueses que comprassem, pelo menos, meio quilo de café. É hoje um clássico da cidade - o lugar onde se mantém "o café de saco à temperatura certa da tertúlia".

à volta de Braga

♥ , a photo by cochinilha on Flickr.

Maná

Maná , a photo by cochinilha on Flickr. Quase a chegar ao Largo dos Penedos, depois da Custódio Modas, do alfarrabista Fernando Santos e da Correaria Moderna, fica a CASA MANÁ, a loja com a montra mais fresquinha e colorida da cidade de Braga - sempre com uma cortina de bananas e uma mistura de aromas e sabores em cestos de verga sobre o passeio, que nunca fica fora de moda. casa Maná Rua dos Chãos, 143

sagrado coração de jesus

sagrado coração de jesus , a photo by cochinilha on Flickr. "Num morro sobranceiro ao seminário (o chamado monte de S.tª Margarida, com entrada pela velha e pobre rua do Sardoal, situa-se a capela de N. S.ª de Guadalupe (a 200 m de altitude), excelente miradouro da cidade. Em ponto mais alto ainda está, a norte, o miradouro do Depósito das Águas, de abastecimento do público da cidade. A água, elevada directamente da central do Cávado, por uma conduta de 300 mm (de 6 km de extensão) é aí arejada e aí distribuída. O acesso é mais árduo, mas a vista é ampla e circular. Mas esta volta (insista-se) apenas convirá a quem tiver boas pernas e um certo espírito experimental. Ao visitante de hoje, tão fatigável, será antes aconselhável somente a visita do que é comodamente acessível. Pressupondo que o leitor é dos primeiros, que ele desça do pequeno santuário pela escadaria (encardida e banal) da rua de Guadalupe. No fim desta, ao fundo, encontrará a trivial e pequena Praça de Mouzin...