terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Anna [Children] Atkins


Anna Atkins


Anna Atkins usou o cianótipo [cyanotype] para registar todas as espécies de algas encontradas nas British Isles. A primeira parte do seu trabalho, British Algae: Cyanotype Impressions, começou a ser realizada em 1843, e culminou com a publicação de um álbum intitulado Cyanotypes of British and Foreign Flowering Plants and Ferns, nos anos 50 do século XIX. O projecto é, para além do mais, um esforço seu para provar  que a fotografia podia ser útil à ciência, para além de ser esteticamente bela.



Anna Atkins: This is why British scientist who produced first photographic book has been given a Google Doodle [A look at the British scientist whose use of cyanotypes in botanical books was a first for scientific publishing, and for photography]


Ferns, cyanotype by Anna Atkins, 1840s; in the collection of the National Gallery of Art, Washington, D.C.
Courtesy National Gallery of Art, Washington, D.C.; R.K Mellon Family Foundation 2007.15.1

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Your Highness The PhotoBook


Os livros fotográficos são quase tão antigos como a própria fotografia. Henry Fox Talbot, um dos inventores, foi também o autor de um dos primeiros livros a incluir fotografias, The Pencil of Nature (1844), a par de  Anna Atkins
E se hoje é na página impressa que conhecemos o trabalho dos fotógrafos, tem sido reduzida a importância dada ao livro de fotografia. Contudo, desde há uns anos para cá, aumentou o interesse pelos livros de fotografia, livros com fotografias, livros fotográficos – ou no que se tornou cada vez mais, e reverentemente conhecido, como fotolivro. Confesso que não gosto da palavra e que ainda hei-de conseguir uma melhor tradução para português de PhotoBook, short for Photography Book. 

Hoje, em 2016, acontece o 8.º Festival Fotobook, consagrado aos melhores livros impressos. 
Em 2014 foi criado o PhotoBookMuseum, projecto que presta homenagem a esta "forma central de expressão na fotografia". Aqui fica um excerto do conteúdo produzido para o explicar:

A paradigm shift in photography
Since the turn of the millennium, the photobook has rapidly become the central form of expression in photography. Thanks to digital technology, more photobooks have likely been published in the past ten years than in the previous 170. 
... A new generation of photographers, curators, historians, collectors and publishers see the photobook as a type of visual Esperanto...
A photography festival without a section on photobooks has become inconceivable. 
... Although photographic collections have for decades been an integral part of museum holdings, there is to date no museum dedicated exclusively to the photobook. The PhotoBookMuseum will change this.
A museum for the 21st century
The mission of the museum will be to promote the photobook as an independent artistic medium. The PhotoBookMuseum is intended to be a vibrant public space that educates a broad audience about the form, content and function of photobooks. Its motto could be this: away with showcases...
The photobook as a mobile exhibition
Photobooks can be complex things. They are more than just books of pictures. They make an artistic statement.... Once a photobook has been printed, its composition cannot be changed. An exhibition, on the other hand, can be modified any number of times: after the opening, for example, or when it is moved to a different site. Curators value this flexibility. Artists often don’t. For them, the photobook is a guarantee that their artistic statement will remain unchanged, wherever and whenever their book is read. In addition, it is simpler and less expensive by far for a compact photobook to travel than it is for a complete exhibition. Seen in this manner, the photobook is itself a mobile exhibition. 


Em Novembro de 2015 o Museu editou o seu primeiro Livro: 
Yaakov Israel. Legitimacy of Landscape. The PhotoBookMuseum.




outros photobooks links

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

conta-nos como foi

A história de alguém que estava na guerra e que escreve à mulher, pedindo-lhe que mande outra fotografia dela com os netos - e que a tire em melhor fotógrafo, que aquela, por ter já sido tão beijada, tinha perdido a "tinta" - hoje de manhã, na radio, fez com que quase parasse o carro.
Já nasceu há uns tempos, em Lisboa, a Associação Arquivo dos Diários, com sede na Biblioteca Municipal de São Lázaro, à imagem da experiência italiana (Fondazione Archivio Diaristico Nazionale) com a qual uma das fundadoras, Clara Barbacini, tomou contacto quando a família decidiu doar as cartas do seu bisavô. Clara ficou encantada com a ideia de a história poder ser escrita por todos e começou a construir a sua equipa.
A ideia não é parar o trânsito, mas partilhar memórias autobiográficas das pessoas de quem, normalmente, não reza a história.


Arquivo dos Diários
 

AADD 
"O Arquivo dos Diários é uma associação sem fins lucrativos e dedica-se à preservação de memórias autobiográficas fixadas em diários, cartas ou em qualquer outro suporte que permita reconhecer as histórias de vida de homens e mulheres.
O Arquivo dos Diários quer preservar, valorizar e divulgar as memórias de gente comum, reconhecendo que ao dar voz a esses testemunhos de vida pessoais está a contribuir para um conhecimento mais democrático e fiel da História, bem como para a construção de uma identidade mais positiva.
Através da partilha destes depoimentos, destas narrativas, o Arquivo dos Diários procura tornar visível as experiências e acontecimentos que cada pessoa viveu, partilhando-os com a sociedade.
O Arquivo dos Diários pretende ser um local de recolha e preservação desses testemunhos (diários, cartas, vídeos e memórias das mais variadas pessoas) e estará aberto ao público para que possam também ser consultados".

De forma a encorajar os mais tímidos a contribuir para o acervo do Arquivo (entregando as cartas do avô guardadas na gaveta que já estiveram para ir para o lixo inúmeras vezes), 
a AADD promove concurso que premeia diários, cartas e memórias escritas.





Arquivo dos Diários
 

Biblioteca de São Lázaro,
Rua do Saco 1, 
1169-107, Lisboa, Portugal

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

new documents 1967


DIANE ARBUS (1923-1971) | Triplets in their bedroom, N.J. 1963
 
"Most of those who were called documentary photographers a generation ago when the label was new made their pictures In the service of a social cause. It was their aim to show what was wrong with the worlds and to persuade their fellows to take action and make it right.
In the past decade a new generation of photographers has directed the documentary approach toward more personal ends. Their aim has been not to reform life but to know it".  


 

hoje em dia saber mais sobre é espantosamente fácil.
mais sobre new documents, aqui.


documentar o imaginário



Mesa 1:
CRIAR, PROGRAMAR, DOCUMENTAR O IMAGINÁRIO
11h00-13h00

Tanto ao nível da criação de obras de arte, como da curadoria ou do pensamento artístico, o panorama português tem sido intensamente vibrante. Este painel olhará o tema do Fórum a partir dos lugares de origem dos seus participantes: a criação, a programação ou o pensamento sobre as imagens em movimento e a sua capacidade para reinventar a realidade, criando imaginários.

André Príncipe
João Ribas
Catarina Mourão
António Pinto Ribeiro
Moderação: Daniel Ribas

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Mesa 2:
A REINVENÇÃO DO DOCUMENTÁRIO CONTEMPORÂNEO
14h30-16h30

O Porto/Post/Doc colocou-se, através da sua programação, no mapa de um circuito de festivais internacionais que partilham uma programação de risco dedicada ao documentário. Os presentes neste painel são programadores experientes dos festivais mais importantes da Europa. Será, certamente, uma discussão dedicada às tendências mais criativas na zona do documentário.

Jean-Pierre Rehm
Dennis Lim
Jean-François Rettig
Paolo Moretti
Moderação: Victor Paz Morandeira

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Mesa 3:
GALIZA E PORTUGAL: UM IMAGINÁRIO COMUM
17h00-19h00

As relações fronteiriças entre Galiza e o Norte de Portugal são uma aposta de futuro, cujos resultados têm sido vistos nos últimos anos. O debate proporcionará uma história desta relação, mas também uma ideia do que é ainda possível fazer. O carácter diversificado do painel permitirá um olhar múltiplo sobre esta realidade e sobre as condições que ela proporciona ao cinema português e ao cinema galego.

Beli Martinez
Nuno Rodrigues
Manolo González
Lois Patiño
Moderação: Martin Pawley

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O Fórum do Real é realizado em parceria com o Citar (Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes), Escola das Artes, Católica.Porto (Projeto de Investigação “Narrativa e Criação Audiovisual”), no âmbito do “Ano do Cinema e Audiovisual Português”, do Instituto de Cinema e Audiovisual.


PROGRAMA, AQUI.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

(whenever blue teardrops are falling)


(uma cover quase tão boa como o original)



Hot 8 Brass Band
playing Sexual Healing (Marvin Gaye) 




baby, 
I'm hot just like an oven
I need some lovin'
And baby,
I can't hold it much longer
It's getting stronger and stronger



And when I get that feeling
I want sexual healing
Sexual healing, 
is good for me
Makes me feel so fine

Helps to relieve my mind
Sexual healing baby, is good for me
Sexual healing is something that's good for me

Whenever blue teardrops are fallin'
And my emotional stability is leaving me
There is something 
I can do

I can get on the telephone 
and 
call you up baby


honey 
I know you'll be there to relieve me
The love you give to me 
will free me

If you don't know the things you're dealing

Ohh I can tell you, darling, 
that it's sexual healing



Get up, get up, get up, get up
Let's make love tonight
Wake up, wake up, wake up, wake up
'Cause we do it right


[Heal me, my darling]

sexta-feira, 24 de julho de 2015

breves

Correio do Minho, n.º 9709 (24 jul. 2015), p. 3.

Correio do Minho, n.º 9709 (24 jul. 2015), p. 3.